Como Trump transformou a Venezuela num protetorado americano

Concessões centenárias de petróleo, controle sobre receitas e poder de veto dão a Washington influência inédita sobre a economia e o futuro político do país. Crédito: Coluna: Rodrigo da Silva; Apresentação: João Abel

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A Venezuela acusou nesta segunda-feira, 12, o chanceler do Uruguai, Mario Lubetkin, de promover uma “ingerência inadmissível” após o diplomata descartar a retomada das relações diplomáticas com o governo interino de Delcy Rodríguez, a quem considera ilegítima.

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Em entrevista publicada no sábado, 10, pelo jornal Folha de S.Paulo, Lubetkin afirmou que o governo uruguaio “de maneira alguma” restabelecerá as relações com a Venezuela, rompidas em 2024.

O chanceler disse que a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar dos Estados Unidos, em janeiro, e a posse de sua vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina não alteraram a posição de Montevidéu.

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Venezuela acusa Uruguai de ‘ingerência inadmissível’ após críticas a governo interino Foto: Juan Barreto/JUAN BARRETO

“Em 2024, houve eleições que questionamos. Delas surgiu um presidente que agora, além de tudo, está preso nos Estados Unidos, e desse presidente surge uma presidente tão ilegítima quanto ele”, afirmou Lubetkin, em entrevista concedida em Nova York, segundo a Folha.
Para o chanceler uruguaio, a retomada das relações depende da realização de eleições e do reconhecimento do resultado por um tribunal independente.
“A solução para a Venezuela é muito clara: que haja eleições, que alguém vença, que um tribunal independente confirme que Maria ou José ganhou e, 15 minutos depois, estabeleceremos relações diplomáticas com o vencedor legítimo de uma eleição democrática”, declarou.
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Em resposta, o chanceler venezuelano, Félix Plasencia, rejeitou as declarações em uma publicação na rede social X.
“A Venezuela rejeita visões ultrapassadas e arrogantes que desrespeitam a soberania e a autodeterminação dos povos”, escreveu. “Declarações e posicionamentos desse tipo constituem uma ingerência inadmissível”, acrescentou.
Rompimento das relações
Uruguai e Venezuela romperam relações diplomáticas em 2024, após a controversa reeleição de Maduro para um terceiro mandato consecutivo. O resultado foi contestado pela oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, que reivindicou a vitória de seu candidato.
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A proclamação de Maduro como vencedor desencadeou protestos em massa no país, que deixaram 28 mortos e mais de 2.400 detidos em meio à repressão das manifestações./com AFP
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