A temporada 1971–72 foi a 68.a temporada do Sport Lisboa e Benfica e a 38.a temporada consecutiva do clube na Primeira Divisão, o escalão mais alto do futebol português. O clube participou na Primeira Divisão, na Taça de Portugal, e na Taça dos Campeões Europeus. Após recuperar o título de campeão nacional na época passada, Hagan permaneceu para uma segunda época, reforçando a sua equipa com as contratações de Vítor Baptista, Artur Correia e Rui Rodrigues. No sentido contrário, José Torres deixou o clube, juntamente com outros, como Jorge Calado e Jacinto. O Benfica começou a sua campanha no campeonato derrotando o Porto no Estádio das Antas, sendo travado uma semana depois pela CUF. Respondeu com uma série de vitórias consecutivas chegando ao primeiro lugar a 31 de outubro, voltando a empatar na semana seguinte, agora com o Boavista, e sendo alcançado na liderança. Na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica eliminou o Wacker na primeira eliminatória e o CSKA Sofia na segunda. A nível interno, em novembro, o Benfica iniciou uma sequência de nove vitórias, que permitiu abrir uma vantagem confortável para com os rivais. Voltou a empatar em fevereiro, mas não abalou a equipa, que continuou a acumular vitórias consecutivas, mais cinco, até sofrer a primeira derrota no campeonato a 26 de março, às mãos do Barreirense. Na Taça dos Campeões Europeus, o Benfica defrontou o Feyenoord nos quartos de final, vencendo por 5–2 no agregado, mas foi travado nas meias-finais pelo Ajax. Após a eliminação na Europa, o Benfica garantiu o seu 19.o título de campeão nacional e conquistou a sua sexta dobradinha após derrotar o Sporting na final da Taça de Portugal.
Resumo da Temporada
O Benfica começou a nova época como campeão nacional, após recuperar o título em 1970-71. O treinador inglês Jimmy Hagan iniciou a sua segunda época comandando a equipa, ainda com José Augusto como adjunto. Durante o mercado de transferências, as principais contratações do Benfica foram Vítor Baptista para o ataque e Artur Correia e Rui Rodrigues para a defesa. No sentido contrário, José Torres, jogador histórico do clube, deixou o clube para rumar ao Vitória de Setúbal num negócio que envolveu Vítor Baptista. Outras saídas incluíram Jorge Calado e Jacinto Santos. A pré-época começou a 20 de julho com exames médicos, e o primeiro jogo de preparação foi a 31 de julho com o Arsenal. Depois, o Benfica fez uma digressão por Inglaterra, onde voltou a jogar com o Arsenal, e outras equipas inglesas. No final de agosto, o Benfica realizou uma segunda digressão, desta vez em Itália e disputou também o Troféu Ramón de Carranza em Espanha. A equipa concluiu a pré-época vencendo a Taça de Honra frente ao Belenenses, no dia 8 de Setembro. A época oficial começou a 12 de setembro com uma visita ao Estádio das Antas para jogar com o Porto, vencendo por 3–1 com golos de Eusébio e Artur Jorge. Três dias depois, o Benfica começou a sua caminhada na Taça dos Campeões Europeus com uma vitória por 4–0 frente ao Wacker. No dia 19, o Benfica perdeu os primeiros pontos no campeonato após um empate surpreendente a uma bola com a CUF, colocando o clube no quarto lugar, a um ponto dos líderes Vitória de Setúbal e Sporting. A 26 de setembro, o Benfica derrotou o Vitória de Setúbal fora de portas, ultrapassando-os na classificação, e ficando com menos um ponto que o líder Sporting. O Benfica conluiu o mês com mais uma vitória na Taça dos Campeões Europeus, avançando para a próxima fase com uma vitória por 7–1 no agregado contra o Wacker. Em outubro, o Benfica venceu todos os seus jogos do campeonato, mas só alcançou o primeiro lugar no dia 31, após de uma vitória em casa frente ao União de Tomar. Na Europa, o Benfica enfrentou o CSKA Sofia na segunda eliminatóra, vencendo-os por 2–1 no agregado e qualificando-se para os quartos de final. A 7 de novembro, o Benfica jogou fora com o Boavista, empatando a duas bolas e, por isso, sendo alcançado no primeiro lugar pelo Sporting. Situação que durou pouco tempo, pois o Benfica iniciou uma sequência de vitórias que se prolongou até fevereiro. Nove vitórias consecutivas, incluindo uma vitória por 3–0 em Alvalade frente ao Sporting, permitiram ao Benfica construir uma vantagem confortável, e à 12a jornada, a vantagem já era de três pontos, tendo o Benfica completado a primeira metade do campeonato com mais cinco pontos do que o segundo classificado, o Vitória de Setúbal. A segunda metade da época começou com uma vitória sobre o Porto no Clássico, mas duas semanas depois, o Benfica foi travado com um empate caseiro com o Vitória de Setúbal.
O Benfica respondeu bem ao empate e continuou a vencer, aumentando a vantagem para oito pontos à 23. a jornada, após cinco vitórias consecutivas. Na Taça dos Campeões Europeus, a 8 de março, a equipa foi derrotada na primeira mão dos quartos-de-final frente ao Feyenoord. O Benfica queixou-se do árbitro Kunze, descrito por António Simões: "Nunca pensei encontrar um árbitro assim. Desonesto é tudo o que posso dizer sobre ele." A 22 de março, o Benfica recebeu o Feyenoord e venceu por 5–1. Com o jogo em 2–1 aos 80 minutos, o que qualificava o Feyenoord; o Benfica marcou três golos nos últimos dez minutos avançando para as meias-finais. A vitória foi vista como uma vingança, pois Ernst Happel tinha repetidamente rotulado o Benfica como uma equipa inferior. Quatro dias depois, o Benfica perdeu pela primeira vez para o campeonato, na 24a jornada, com Barreirense vencendo o Benfica por 1–0 e impedindo o Benfica de de terminar o campeonato invicto. Após a derrota, Eusébio disse que o jogo com o Feyenoord não podia servir de desculpa. Ainda em todas as competições, o Benfica começou abril com o primeiro jogo das meias-finais da Taça dos Campeões Europeus, frente a outra equipa holandesa, o Ajax de Johan Cruyff, sendo derrotado em Amesterdão por 1–0. Na receção caseira ao Ajax, o Benfica tentou a qualificação para a sua sexta final europeia, mas um empate a zeros implicou a eliminação da competição. As tácticas de Hagan foram responsabilizadas pela imprensa pela eliminação, enquanto Jaime Graça visou o árbitro por anular um golo limpo do Benfica. A equipa terminou o mês disputando dois jogos para a Taça de Portugal, No dia 23 de abril, derrotando o Cova da Piedade por 6–3 nos quartos de final e no dia 30, goleando o Porto por 6–0 nas meias-finais, garantindo a sua quarta final consecutiva na final da Taça de Portugal, onde enfrentaria o Sporting, repetindo as mesmas equipas das últimas três finais. A Primeira Divisão recomeçou a 7 de maio, com o Benfica vencendo a Académica de Coimbra por 3–1, conquistando assim o seu 19.o campeonato nacional. Com três jogos ainda por disputar, o Benfica empatou o recorde do clube de campeonato conquistado com mais antecedência, junto com 1960–61, terminando o campeonato com 55 pontos de 60 possíveis e Artur Jorge como o Bola de Prata para o melhor marcador do campeonato com 27 golos. A época terminou a 4 de junho com a final da Taça de Portugal, onde o Benfica venceu o Sporting por 3–2. O Benfica marcou primeiro por Eusébio aos 20 minutos, mas o Sporting respondeu com dois golos na segunda parte. Eusébio voltou a marcar empatando o jogo aos 69 minutos, e já no prolongamento, marcou o golo da vitória aos 117 minutos, o primeiro hat-trick de Eusébio numa final da Taça de Portugal. Com esta vitória, o Benfica conquistou a sua sexta dobradinha, vencendo campeonato e taça.
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