Vinicius Passarelli

Aliados dizem que Tarcísio pode indicar quadros para eventual governo Flávio, que também pode querer "pinçar" quadros da gestão paulista

Vinicius Passarelli
08/10/2026 08:00
Paulo Guereta/Governo de São Paulo/Divulgação
Secretários do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm sido citados em conversas entre auxiliares do governador paulista e membros da equipe de Flávio Bolsonaro (PL) como possíveis nomes para integrar o governo federal a partir do ano que vem em caso de vitória do candidato do PL no segundo turno da eleição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O secretário da Educação, Renato Feder, é um dos citados como possível “indicação” de Tarcísio a Flávio. Aliados próximos ao governador avaliam que o senador ainda não tem um nome para o comando da Educação em seu eventual governo e enxergam Feder como uma boa opção.
Em 2020, o secretário chegou a ser convidado para o Ministério da Educação do governo de Jair Bolsonaro, mas recusou. À época, ele integrava o governo de Ratinho Júnior, no Paraná. A avaliação é de que, diferente do pai, Flávio deve indicar um nome “da área” e evitar nomes ideológicos, como Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub.
Outro nome com chances de ir para Brasília em caso de vitória de Flávio, segundo integrantes do Palácio dos Bandeirantes, é Caio Paes de Andrade, secretário de Gestão e Governo Digital.
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Egresso do governo Bolsonaro, no qual atuou como Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e, depois, presidente da Petrobrás, Paes de Andrade é considerado um dos quadros mais próximos à família Bolsonaro dentro da gestão Tarcísio.
Auxiliares de Tarcísio citam também o secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, como uma possibilidade de integrar o governo Flávio. O economista atuou como secretário especial de Paulo Guedes no Ministério da Economia. “Ele tem uma sintonia econômica com a equipe do Guedes e seria um bom nome”, afirmou um secretário próximo a Tarcísio, sob reserva.
Por fim, o entorno do governador paulista entende que os secretários Natália Resende (Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) e Rafael Benini (Parcerias e Investimentos), que integram a chamada ala técnica do governo e gozam da confiança de Tarcísio, podem ser “pinçados” para ocupar ministério no eventual governo Flávio.
O entendimento é que a dupla, caso permaneça em São Paulo, pode ocupar cargos mais estratégicos, especialmente Natália, que tem sido ventilada para a Casa Civil do segundo mandato de Tarcísio de Freitas.


