A Polícia Federal (PF) identificou uma coincidência entre o repasse de verbas das emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL) e o custeio das despesas da produtora Go Up, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia também São PauloTarcísio elogia Fachin em meio à crise no STF: “Trazer segurança jurídica” Blog do NoblatSTF quer distância das câmeras Blog do NoblatQueima de largada de Fachin: pautar o STF a dias da urna custará caro Milena TeixeiraCrise no STF deve deixar depoimento de ex-sócio de Vorcaro no pós-eleição Nesta quinta-feira (10/9), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização da Operação Make Up. A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e Ceará, e incluiu a apreensão do celular do parlamentar.7 imagensFechar modal.1 de 7Deputado é investigado por filme sobre BolsonaroBRENO ESAKI/METRÓPOLES 2 de 7Deputado retorna ao Brasil após missão internacional BRENO ESAKI/METRÓPOLES 3 de 7BRENO ESAKI/METRÓPOLES4 de 7O deputado federal Mario Frias (PL-SP)Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil5 de 7Deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal (PL) de São PauloDivulgação6 de 7Filme de Bolsonaro: STF tenta intimar Mario Frias para explicar emendaMarcello Casal Jr/Agência Brasil7 de 7Mario Frias e Jim CaviezelValter Campanato/Agência Brasil/Redes SociaisDe acordo com relatório de 150 páginas da PF, a Go Up — que tem como sócia a empresária Karina Ferreira da Gama — movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.As movimentações ocorreram no mesmo período das gravações do Dark Horse em São Paulo, realizadas entre 20 de outubro e 7 de dezembro.No período analisado pela PF, a produtora efetuou pagamentos de R$ 906 mil ao Hotel Unique, conhecido por ser um hotel de luxo na capital paulista, e R$ 653 mil à empresa Foodflix, além de repasses a produtoras audiovisuais.A investigação apontou que Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Gama.Deste valor, cerca de R$ 700 mil repassados pelo ICB foram direcionados às empresas Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, ligadas ao empresário Heric Fabiano Dias.Posteriormente, a empresa NTT Brasil, também administrada por Heric Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment.“Nesse sentido, segundo fontes abertas, o filme foi gravado justamente em São Paulo, entre 20 de outubro e 07 de dezembro de 2025. Assim, chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras”, diz a PF.Dino determinou que Mario Frias, Karina Gama e outros 27 investigados fiquem proibidos de se comunicarem entre si e de se ausentarem do país, devendo entregar seus passaportes à Polícia Federal.















