A Paramount Skydance chegou a um acordo com procuradores-gerais de estados dos Estados Unidos para encerrar uma ação antitruste contra sua fusão de US$ 81 bilhões com a Warner Bros. Discovery, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O acordo retira o principal obstáculo restante para a conclusão da operação. As informações são do Wall Street Journal.

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Como parte do entendimento, a empresa que controla marcas como O Poderoso Chefão, Top Gun, South Park e Yellowstone não precisará vender canais de TV a cabo. Os termos finais do acordo, porém, ainda não haviam sido divulgados no momento da publicação.
Ação contra a aquisição
A disputa começou depois que David Ellison, CEO da Paramount, venceu uma concorrência contra a Netflix para comprar a Warner Bros. em fevereiro. Em julho, 12 estados liderados por democratas, incluindo Nova York e Colorado, processaram as empresas para tentar impedir a operação com base em argumentos antitruste.
O grupo de procuradores-gerais, liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, argumentava que a combinação das duas empresas aumentaria a concentração nos mercados de filmes para os cinemas e de canais de televisão. A Writers Guild of America também entrou com uma ação, afirmando que a união poderia eliminar empregos e oportunidades profissionais para roteiristas de Hollywood.
Durante a disputa, artistas e outros profissionais da indústria também se manifestaram contra a operação. Um grupo de nomes de Hollywood assinou, em abril, uma carta aberta contrária ao negócio. No fim de semana anterior ao acordo, o ator Mark Ruffalo esteve entre os críticos que pediram a Bonta que mantivesse sua posição.
O que muda com o acordo?
As negociações entre os estados e a Paramount avançaram durante o fim de semana. Entre as concessões discutidas estavam investimentos em produção, venda de canais de TV a cabo e a criação de um conselho para garantir a independência editorial da CNN.
A conclusão do processo antes de um julgamento também pode evitar custos previstos no acordo da operação. Caso a transação não fosse concluída até 1º de outubro, a Paramount teria de começar a pagar aos acionistas da Warner cerca de US$ 650 milhões por trimestre, ou US$ 7 milhões por dia, até o fechamento.
A empresa combinada deverá reunir dois dos estúdios de cinema mais antigos do setor, além dos serviços de streaming Paramount+ e HBO Max e dezenas de redes de televisão. O novo grupo também ficará com franquias como Harry Potter, os super-heróis da DC e Game of Thrones, além de canais como CNN e Cartoon Network.
Apesar do avanço, a companhia resultante deverá carregar quase US$ 80 bilhões em dívidas, valor que já era apontado como um fator capaz de afetar os investimentos no negócio.
Outros obstáculos já foram superados
A operação também recebeu outras aprovações regulatórias ao longo dos meses. O governo do Reino Unido aprovou o negócio em agosto, depois da Comissão Europeia, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e de órgãos reguladores de outros países.
Na quinta-feira, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos autorizou três fundos do Golfo a assumirem uma participação indireta significativa na empresa combinada.
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A Paramount também havia afirmado que poderia deixar a Califórnia caso não chegasse a um acordo com os estados. Uma possível mudança poderia começar em 1º de outubro, com o Tennessee apontado como possível destino. Bonta classificou essa possibilidade como uma tentativa de pressionar os reguladores.
Ana Luiza Figueiredo
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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Tags: fusão fusões e aquisições Paramount Warner Warner Bros. Warner Bros. Discovery

