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Diagnosticada com câncer de mama em 2025, a cantora britânica Jessie J, 38 anos, anunciou que fará uma pausa na carreira para passar por uma segunda cirurgia de reconstrução mamária e focar na vida pessoal.

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Em publicação no Instagram, a cantora reforçou que “está livre do câncer”. Mas depois de dois anos de trabalho, em que lançou um álbum e fez uma turnê mundial, pretende desacelerar e aproveitar o momento para a realização do exame.

“Finalmente, para fazer minha segunda cirurgia de reconstrução pós-câncer, recarregar as energias, curar, descansar, processar tudo, amar a mim mesma e ao meu filho, regar o próximo capítulo da minha vida e, principalmente, estar presente e viver de verdade”, escreve.

Jessie J anunciou que fará uma pausa na carreira para cuidar da saúde e da vida pessoal Foto: Taba Benedicto/ Estadão
O que é a cirurgia reconstrutiva?
De acordo com Fabrício Brenelli, mastologista e cirurgião, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, a reconstrução mamária é uma técnica para reparar os defeitos causados durante a cirurgia de retirada de tumores na mama.
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Existem dois tipos de reconstrução: a parcial, quando a mama só foi removida parcialmente, e a total, quando o órgão foi totalmente retirado.
Segundo Brenelli, as próteses de silicone são as principais abordagens para a cirurgia, realizada em 90% dos casos.
Quando não há pele suficiente para colocar o implante de imediato, um expansor tecidual pode ser inserido. Ele é colocado vazio e é preenchido aos poucos, até que a pele atinja o volume necessário para colocar a prótese.
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Uma terceira abordagem é o retalho muscular, que usa tecido retirado de outras regiões do corpo da paciente, como do abdômen ou das costas, para reconstruir a mama.
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“O que nós pregamos é que o procedimento seja feito no mesmo momento da cirurgia (de retirada do tumor). A gente faz a operação e, nesse mesmo momento, colocamos uma prótese, um expansor ou utilizamos um retalho muscular”, diz Brenelli.
A operação pode ser realizada uma segunda vez?
Sim. Isso pode ocorrer em duas situações, segundo o médico. Uma delas é no uso do expansor tecidual, que é preenchido gradualmente no consultório para esticar a pele até um volume adequado e, então, colocar a prótese definitiva.
Outra situação é em casos de ajustes técnicos e funcionais. Mesmo quando o implante é colocado logo na primeira cirurgia, pode ser necessário um segundo procedimento para realizar refinamentos cosméticos e deixar a mama com um resultado mais natural e simétrico.
No Brasil, a cirurgia pode ser realizada de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS). “A reconstrução muda a autoestima da mulher”, cita Brenelli. “E vai muito além da estética. Ela faz parte da reparação do contorno corporal da mulher.”
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“Com a cirurgia, as mulheres têm um retorno mais rápido a suas atividades diárias sociais e sua vida afetiva”, adiciona.

