Política / Eleições 2026

Presidente da República defendeu a liberdade religiosa
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O presidente Lula em evento no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo que "mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável" e defendeu a liberdade religiosa.
Ao defender a importância da santa para os fiéis, o presidente lembrou o episódio de 1995 em que um pastor evangélico chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão.
– Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida – disse, em entrevista à TV Bandeirantes. – Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé.
A questão foi impulsionada nas redes sociais após um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Lula defendeu a liberdade religiosa:
– Eu respeito a religião evangélica, eu quero que eles respeitem a religião católica, que a católica respeite eles, que respeitem a religião de matriz africana. Cada um professa sua fé com quiser, sem magoar os outros.
Neste domingo, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou uma decisão do ministro André Mendonça e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em padroeira do Brasil.
A ordem de Dino foi dada em um pedido apresentado pelo humorista Antônio Tabet, que recorreu contra a decisão de Mendonça tomada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na sexta-feira, Mendonça determinou a remoção das redes sociais de um post no qual Tabet falava sobre um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida, em meio às eleições. Na ocasião, o ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que levou a questão ao órgão eleitoral.
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