O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, fez neste sábado (19/9) sua primeira agenda de campanha voltada ao público evangélico e assinou uma carta de compromisso elaborada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.O encontro ocorreu a 15 dias do primeiro turno e reuniu cerca de 25 representantes de diferentes denominações — batista, metodista e presbiteriana, por exemplo — em um hotel no Jardim Paulista, na capital paulista.A agenda acontece em um momento em que Haddad enfrenta uma desvantagem em relação ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os eleitores evangélicos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.Haddad afirmou, no entanto, que o encontro não representa uma mudança na estratégia de sua campanha. A reunião deste sábado foi organizada pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado em 2016 que reúne integrantes de diferentes igrejas e posições partidárias e afirma atuar em defesa da democracia, dos direitos humanos e de políticas voltadas às populações mais vulneráveis. Leia também São PauloNa reta final do 1º turno, Lula reforça agenda em SP para fortalecer Haddad São PauloPCC no transporte: Haddad cita possível “conluio” ao falar sobre licitação São PauloCampanha de Haddad nas redes ignora desastre climático no estado São PauloMarketing, TV e advocacia: onde Tarcísio e Haddad gastam na campanha Durante o encontro, Haddad assinou uma carta de compromisso da entidade para as eleições de 2026. O documento estabelece 11 compromissos para que candidatos possam receber e utilizar durante a campanha um selo de apoio da Frente.Entre os pontos previstos, estão o respeito ao resultado das eleições e à separação entre os Poderes, a defesa da liberdade religiosa e da laicidade do Estado, o combate à intolerância religiosa, a defesa de políticas sociais e o enfrentamento às desigualdades.A carta também trata de pautas relacionadas às mulheres. O texto prevê apoio a políticas de proteção à vida, à saúde, à autonomia e à dignidade feminina, além do enfrentamento à violência doméstica, ao feminicídio, à desigualdade salarial e ao assédio.Outro compromisso assumido por Haddad é o de manter a campanha eleitoral fora dos espaços de culto. O documento estabelece que templos, púlpitos, liturgias e celebrações religiosas não devem ser utilizados para propaganda eleitoral, pedidos de voto ou promoção de candidaturas.O documento também estabelece como condição para a concessão do selo o apoio público à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Com a assinatura, Haddad fica autorizado a utilizar o Selo de Apoio da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito durante a campanha. A entidade afirma que a marca representa apoio político e afinidade com seus valores.A agenda de Haddad ocorreu enquanto Tarcísio manteve presença frequente em eventos religiosos durante a campanha. Neste sábado, o governador tinha entre seus compromissos a participação em eventos em igrejas.Críticas a TarcísioApós o encontro deste sábado, Haddad também voltou a criticar Tarcísio pela ausência em debates e entrevistas durante a campanha. Questionado sobre a decisão do governador de não participar de determinados encontros entre candidatos, o petista afirmou enxergar uma estratégia do adversário.“Essa é, na minha opinião, uma estratégia para evitar comparação”, disse Haddad. Ele citou a ausência do adversário no programa Roda Viva e afirmou que a decisão prejudica a possibilidade de o eleitor confrontar as propostas apresentadas pelos candidatos.“Você sonega do cidadão o direito de comparar. Isso é ruim para a democracia”, afirmou.Haddad argumentou ainda que a concentração da disputa entre ele e Tarcísio aumenta a importância dos confrontos diretos durante a campanha.4 imagensFechar modal.1 de 4Haddad tira foto com lideranças evangélicasVictor Aguiar/Metrópoles2 de 4Haddad concede entrevista coletiva após reunião com evangélicosVictor Aguiar/Metrópoles3 de 4Haddad se reúne com lideranças evangélicasVictor Aguiar/Metrópoles4 de 4Haddad se reúne com lideranças evangélicasVictor Aguiar/Metrópoles“Um se dispõe a debater e o outro não. É uma coisa que me parece um pouco estranha”, disse.O candidato também rebateu críticas feitas por Tarcísio ao PT sobre o Bolsa Família. Haddad lembrou que o partido apoiou, no Congresso, a elevação do benefício para R$ 600 em 2022 e não questionou a medida na Justiça.“São dois pesos e duas medidas para tudo, inclusive para atender aqueles que mais precisam”, afirmou.













