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Representantes de diversos países, incluindo o Brasil, deixaram o plenário da ONU em protesto contra o discurso do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em 2025. Netanyahu negou acusações de genocídio em Gaza, culpando o Hamas por usar civis como escudos. Ele agradeceu a Donald Trump pelo apoio e criticou países como Catar e Turquia por disseminar informações falsas sobre Israel. Netanyahu defendeu as ações militares de Israel e previu novos conflitos em Gaza.

Representantes de diferentes países deixaram o plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) em protesto contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, antes do início de seu discurso. A delegação brasileira estava entre as que se retiraram do salão, segundo informações da CNN.

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Ao começar a falar, Netanyahu dirigiu-se aos representantes que ainda estavam no local. “Antes de começar, só um breve comunicado. Se houver algum outro covarde moral que ainda não tenha saído desta sala, por favor, saia agora. Muito obrigado”, afirmou.

Em meio à movimentação no plenário, o presidente da sessão, Khalilur Rahman, precisou pedir ordem mais de uma vez diante dos protestos e das vaias.

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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, discursa na Assembleia Geral da ONU, após delegações deixarem o plenário em protesto. Foto: Reprodução/ONU

A delegação brasileira também se retirou durante o discurso do primeiro-ministro israelense em 2025 junto a representantes de outras dezenas de países.

A saída das delegações ocorreu em protesto contra as posições de Israel em relação principalmente à Faixa de Gaza.

Netanyahu nega genocídio em Gaza e agradece a Trump
Durante o discurso, Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio contra Israel. O primeiro-ministro afirmou que as ações militares israelenses impediram a ocorrência de um genocídio e acusou seus críticos de distorcer os fatos sobre a guerra na Faixa de Gaza.
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Netanyahu afirmou que Israel adotou medidas para retirar civis palestinos das áreas de combate e responsabilizou o Hamas por colocar civis palestinos em risco.
“Levará tempo para que o mundo reconheça o que é tão evidente. Que o Hamas usou civis palestinos como escudos humanos. Que usou hospitais, escolas e mesquitas como postos de comando terroristas. Que roubou grande parte dos alimentos que deixamos entrar em Gaza”, afirmou.
Netanyahu também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio norte-americano a Israel. “Agradeço a ele por sua liderança ousada”, afirmou. O primeiro-ministro destacou a atuação conjunta dos dois países contra o Irã.
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Ele afirmou que Israel enfrentou ataques de diferentes grupos e países, entre eles Hamas, Hezbollah, houthis e Irã. Ele declarou que as forças israelenses atingiram duramente seus adversários e atribuiu parte dos resultados à cooperação com os Estados Unidos.
O primeiro-ministro também defendeu a atuação das Forças de Defesa de Israel e afirmou que o país continuará suas operações militares. Na última quarta-feira, 16, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que é apenas uma questão de tempo até que o país retome uma guerra em larga escala em Gaza e coloque em prática um plano para a saída de palestinos do território.
Críticas à imprensa e a outros países
Netanyahu afirmou que Israel enfrenta uma disputa pela opinião pública, além dos confrontos militares. Ele acusou países estrangeiros de financiar a divulgação de informações falsas sobre Israel em veículos de comunicação e redes sociais.
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“Há uma oitava frente nessa guerra. É a guerra pela verdade. Ela é travada na mídia mundial e, de forma mais perniciosa, nas redes sociais. Vários países estrangeiros gastaram bilhões incalculáveis para espalhar mentiras sobre meu país”, afirmou.
O primeiro-ministro dirigiu críticas ao Catar, que acusou de financiar universidades norte-americanas e veículos de comunicação, incluindo a Al Jazeera, para promover posições contrárias a Israel e aos Estados Unidos. Netanyahu também criticou a Turquia e seu presidente, Recep Tayyip Erdogan, a quem acusou de abrigar dirigentes do Hamas e de promover ataques contra Israel.
“Erdogan é um tirano. Ele também abriga os chefes terroristas do Hamas. Ele assassinou milhares de civis curdos”, disse.
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