Campanha petista avalia que diferença de cerca de dois pontos percentuais é pequena e que definirá novas estratégias para a segunda etapa

4 out 2026 - 23h53

(atualizado às 23h54)

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- Por: Isabella Lima

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A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu que o resultado do primeiro turno ficou distante do cenário esperado pela campanha, mas afirmou manter a confiança na disputa pelo segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da eleição na liderança, com 47,09% dos votos válidos, contra 45,08% de Lula, uma diferença de cerca de dois pontos percentuais. O resultado representa a menor distância entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

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No hotel em São Paulo onde Lula e aliados acompanharam a apuração, o resultado provocou um clima de apreensão entre integrantes da campanha. Durante a contagem dos votos, o Terra observou integrantes da equipe acompanhando atentamente os números na televisão. À medida que a liderança de Flávio se consolidou, integrantes da equipe não esconderam a tristeza. O advogado Angelo Ferraro, que lidera a coordenação-geral da equipe jurídica da campanha de reeleição do presidente, chegou a admitir, ao passar por jornalistas: “Estamos um pouco tristes.”

Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro já no primeiro turno

Foto: WILDALLY SOUZA/ATO PRESS / Estadão

Apesar da reação, a avaliação transmitida pela campanha após a confirmação do segundo turno foi de confiança na possibilidade de reversão do resultado. Em conversa com a reportagem, um integrante da equipe afirmou que a liderança de Flávio não era o cenário esperado, mas disse que o PT tem histórico de resistência e superação em disputas eleitorais. A avaliação é de que a diferença de cerca de dois pontos percentuais mantém a eleição aberta.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou como “pequena diferença” entre os dois candidatos. Segundo ele, o resultado demonstra que existe no eleitorado um desejo de mudança na estrutura política e no Judiciário, mas a distância entre os dois seria insuficiente para definir a disputa.

“É muito pouco”, afirmou Edinho, ao comentar os cerca de dois pontos percentuais que separaram Flávio de Lula.

Na avaliação do dirigente petista, a estratégia para a segunda etapa será apresentar um confronto direto entre os projetos dos dois candidatos. Questionado sobre o que Lula precisará fazer para superar Flávio no segundo turno, Edinho respondeu que não há “magia”, mas a necessidade de “debater, confrontar projetos” e dialogar com a sociedade.

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A campanha também pretende ampliar a busca por alianças. Edinho afirmou que o PT deverá conversar, a partir desta segunda-feira, com lideranças dispostas a apoiar a candidatura de Lula e a construir uma frente contra o projeto representado por Flávio Bolsonaro.

Outro ponto considerado pela equipe são as abstenções. A campanha avalia que parte do eleitorado que não compareceu às urnas pode ser decisiva no segundo turno e pretende direcionar esforços para alcançar esses eleitores. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A reação da equipe de Lula ocorre após um resultado que contrariou parte das expectativas construídas durante a reta final da campanha. Na véspera da votação, pesquisas apontavam Lula numericamente à frente ou em empate técnico com Flávio no primeiro turno. O Datafolha, por exemplo, indicava 45% dos votos válidos para Lula e 42% para Flávio, dentro da margem de erro.

A avaliação interna é de que a liderança de Flávio no primeiro turno não encerra a disputa e que Lula ainda tem espaço para buscar os votos dos demais candidatos e dos eleitores que não participaram da votação. O desafio, no entanto, será ampliar esse apoio, já que a maior parte dos demais candidatos à Presidência são de direita. A campanha deverá definir nos próximos dias as estratégias para tentar reverter o cenário no segundo turno.
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Fonte: Portal Terra
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