A crise do STF envolvendo o Banco Master e o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro, Dark Horse, tem sido usada pelos adversários de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para tentar crescer como terceira via. A estratégia é associar o petista e o ministro Alexandre de Moraes e, no caso do senador, explorar o pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro. Terceiro colocado nas últimas pesquisas, Augusto Cury (Avante), ainda está montando uma estratégia de ataque, segundo a campanha disse ao R7 Planalto. Renan Santos, por outro lado, já afirmou que a quebra de sigilo está deixando muito candidato à Presidência sem dormir, mas que ele “está dormindo tranquilo”.A assessoria de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) não respondeu à reportagem, mas em posicionamentos públicos os dois candidatos têm falado sobre a crise. Zema citou que esse é o momento do Brasil se unir contra um “intocável”, nome dado por ele para os ministros do STF, a quem destina críticas desde o começo da campanha. Ronaldo Caiado, por sua vez, questiona se o STF terá pulso firme para julgar o caso ou se deixará tudo acabar em pizza. “O que não dá mais é passar pano e empurrar a sujeira para debaixo do tapete”, escreveu em uma postagem. Samara Martins (UP) vai tentar usar o caso Master como uma crítica ao próprio sistema capitalista. Segundo ela, no atual modelo eles acham que “vale tudo em nome do lucro e benefícios para sua classe rica, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras produzem tudo e sofrem com a exploração de seu trabalho”. A candidatura também pretende resgatar casos em que Flávio Bolsonaro era investigado. “Houve rachadinha, a loja de chocolates, a mansão no Rio de Janeiro, até chegarmos ao que indica ser o maior de todos os esquemas, que é a relação íntima com Vorcaro, se aproveitando do dinheiro roubado do povo brasileiro”, diz. Clariana Barão (DC) também vai aproveitar o momento para apresentar as propostas. “No STF, de maioria masculina, se deixou contaminar pela polarização sangrenta da sociedade entre entre extremos. Ninguém pode estar acima da lei. Ética deveria ser a bússola dos ministros do STF, mas foi deixada de lá em relações suspeitas e expurias de integrantes da Superma Corte com bandidos, se lambuzando com agrados como degustações de Macalan e charutos, a contratos milionários”, disse. No meio do escândalo, Clariana quer propor “mandato fixo para ministros dos STF e a paridade de gênero na composição na Corte, além da implantação imediata de um código de ética.”Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp








